7 de janeiro de 2024

ANÁLISE E REFLEXÃO DE TRÊS EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS DE DOCENTES DO ENSINO MÉDIO

Se perguntássemos a cada um destes professores o que é mais importante que faça para que seus alunos aprendam, o que pensa que responderiam?

 

Apesar das desigualdades e das diferenças de atuações entre docentes, o objetivo é ensinar a pensar, ensinar a aprender e aprender a aprender. A estratégia de aprendizagem utilizada em cada situação na aula, levou a uma abordagem significativa que permitiu uma prática reflexiva. Quanto às estratégias, o objetivo maior é a aprendizagem, porém a utilização foi peculiar de cada professor.  O professor "A" responderia que ministrou a aula utilizando conhecimentos prévios dos alunos preocupou-se com os conteúdos, por isso realizou exercícios para a fixação explorando meios que facilitam a aprendizagem. Os conhecimentos prévios proporcionaram a assimilação do conteúdo ocorrido através de pares.  Finalizando com uma avaliação ainda que tradicional para medir os conhecimentos e a aquisição dos conteúdos estudados. O professor “B” responderia que utilizou a estratégia inicial de resgatar os conhecimentos prévios dos educandos, construindo uma linha de conhecimento para a construção de um mapa conceitual coletivamente em sala de aula, posteriormente fazendo uma troca de ideias durante o processo entre os próprios educandos fortalecendo o aprendizado. Para finalizar e dar significado ao conteúdo estudado, instigo a turma a elaborar um mapa conceitual, partindo de uma realidade comum existente. A avaliação foi sistemática, ou seja, durante todo o processo analisei o desempenho dos educandos. Já o professor “C”, responderia que adotou a estratégia cognitiva ao planejar uma dinâmica em grupo, onde não realizou uma construção de ideias prévias, mas que deveriam elaborar através dos conhecimentos já existentes um mural com gravuras sobre o conteúdo explanado. O procedimento adotado de avaliação para uma análise do que foi aprendido, foi de observação dos murais, organizado de modo que cada equipe se autoavaliasse. Em seguida, os demais grupos deveriam participar com comentários e perguntas sobre o trabalho realizado. A Interferência e as dúvidas desta reflexão se deram após o trabalho finalizado por todos os envolvidos.

 

Para Mezirow (1991), “a aprendizagem não ocorre em um momento específico, mas em um espectro mais amplo, que deve envolver e estimular os indivíduos a aprenderem com suas experiências”.  Lembrando que em algum momento, independente da estratégia, ocorreu a aprendizagem, mas não podemos descartar que as mudanças de estratégias e a tomada de consciência fez a diferença.

 

Se perguntássemos a cada um destes professores como pensam que devem potencializar a compreensão do conteúdo, o que vocês acreditam que nos diriam?

 

A reflexão sobre a ação do processo de ensino aprendizagem se implica no manejo de informação de conceitos e de mudanças e transformações nas práticas educacionais. Sendo assim acreditamos que o professor “A” diria que a partir da aula prévia poderia acrescentar documentários potencializando os conhecimentos deste conteúdo. O modelo tradicional existente ainda em sua prática, deixa cada vez mais claro o quanto este método tem impacto negativo, pois não amplia a aprendizagem e limita o estudante a se acomodar com as informações recebidas. O tipo de avaliação usada, também não favorece o aprendizado, entretanto se usar uma avaliação com múltiplas escolhas abre um leque maior de conhecimento.  Imaginamos que o professor “B” diria que utiliza de estratégia de aprendizagem, no qual deu abertura à prática reflexiva e principalmente construiu sua aula na reflexão sobre a ação. Esse vínculo, criado entre o professor e o estudante, torna o professor o “facilitador” da aprendizagem e o estudante o “protagonista” deste processo. Para potencializar a compreensão do conteúdo poderia criar um fórum de perguntas e respostas, onde os próprios estudantes pesquisariam o conteúdo relacionado para debater. Já imaginamos o professor “C” ainda que dá continuidade aos conhecimentos prévios, prioriza a aprendizagem reflexiva, oportunizando os estudantes a formar grupos com 3 integrantes e com conhecimentos diferentes, favorecendo a conversação exploratória. A aprendizagem reflexiva, orientada, pensando numa ação coerente e futura, compreendendo os problemas presentes e buscando soluções. É um modo de fazer com que os alunos aprendam de maneira cognitiva e construtiva, onde são passadas informações generalizadas, de uma situação problema. Informações estas que podem ser interrelacionadas em níveis cada vez mais criativos, onde o aprendiz conhece e compreende a realidade a sua volta. Todos utilizam o modelo de aprendizagem conceitual e/ou representacional, onde o aluno é capaz de compreender e assimilar conceitos a partir de experiências diretas com um determinado elemento.

 

Segundo TARDIF (2005): Todo saber implica um processo de aprendizagem e de formação; e, quanto mais desenvolvido, formalizado e sistematizado é um saber, como acontece com as ciências e os saberes contemporâneos, mais longo e complexo se torna o processo de aprendizagem, o qual, por sua vez, exige formalização e uma sistematização adequadas.

 

A aprendizagem depende do estudo e de quanto se estuda, mas também como se estuda. É o aprender a aprender, é utilizar de técnicas de estudo e estratégias de conhecimento desenvolvendo diferentes potenciais e habilidades. É aprender a coletar, organizar suas próprias informações. Aprender a identificar problemas. É elaborar estratégias, trabalhar em pequenos grupos, permitindo melhor orientação do professor junto aos alunos proporcionando uma melhor reflexão e conhecimento. Permite também ao professor um modo mais justo e coerente na avaliação dos estudos apresentados, permitindo um aumento na probabilidade de não se avaliar aprendizagens que não seja pertinente ao conteúdo de conhecimento do aluno.

 

Se perguntássemos a cada um destes professores que valor atribui à aprendizagem cooperativa, o que você acha que nos diriam?

 

A escola deve ser um local de ensino, de trabalho, de aprendizagem e de convivência diária, sendo um espaço para pensar, aprender e descobrir de maneira cooperativa possibilitando alcançar aprendizagens diversas. A organização dos métodos utilizados favorece o sentido amplo dos trabalhos em grupos com respeito às diferenças e outros valores.  O papel do professor é de ajudar a caminhar com autonomia, facilitando a aprendizagem do aluno dando referenciais a uma visão crítica, no processo sistemático das referências teóricas. Cada um se identificou com uma estratégia que foi conveniente e eficaz a sua prática de ensino, qualquer das estratégias utilizadas envolvem complexidades e elaborações relativamente positivas. Imaginamos que o professor “A”, dirá que sua prática e estratégia de ensino consegue valorizar as ideias pertinentes ao conteúdo, buscando apresentar conceitos que favoreçam aprofundar e reorganizar seus próprios mecanismos de interação chegando ao resultado esperado. Através dos processos de resolução de problemas e de maneira que não sobrecarregue os alunos, e que eles aprendam a identificar, analisar e resolver problemas de um modo organizado. Em relação à avaliação, o docente usou a forma tradicional somativa, ao pôr atenção no resultado, obrigando o aluno a utilizar procedimentos ou provas sobre o trabalho terminado. O professor “B”, durante a construção de ideias do conteúdo fez com que os alunos se envolvessem no processo ativo, cíclico e com participação capaz de compreender e conceber o processo de interiorização. A contextualização da atividade dentro de uma sequência de ensino deu sentido favorecendo a fixação do conteúdo alcançando o objetivo do professor. O tipo de tarefa e distribuição entre os estudantes disponibilizou indicadores que permitiram avaliar e ser avaliado no processo das interações cooperativas e entre os membros de cada grupo. Ao passo que o professor “C”, utilizou da estratégia de escrita colaborativa através da formação de grupos de trabalho, onde os estudantes contextualizam perguntas de ensaio e exemplificam respostas para os outros grupos. A aprendizagem ocorreu de forma cooperativa, acentuando a importância da aquisição, do conceito de compreensão para descrever o foco principal do conteúdo estudado. A avaliação neste caso, se deu ao processo independente dos conhecimentos organizados, podendo considerar um desafio aos estudantes que enfatizaram e explicaram os resultados do processo educativo.

 

Que recomendação daria a cada um destes professores para que melhorassem suas aulas?

 

A partir da perspectiva de que o processo de ensino deve orientar e fomentar a aprendizagem crítica e significativa, que permita aos estudantes transferir o que aprendem a diferentes situações da vida social, este propósito não é possível sem elevar o nível de protagonismo do estudante na construção do conhecimento, e portanto, o professor tem um papel essencial nesse processo. Sendo assim, para o “professor A”, recomendaria que procurasse sempre refletir sobre suas práticas, pois é muito importante ter em mente que as estratégias devem ser utilizadas de maneira intencional e flexível e que seja feito de forma cooperativa. Desse modo, podem ser realmente úteis para ativar o ensino, durante o processo para favorecer a atenção e, inclusive, em um momento posterior, para reforçar a aprendizagem, e que se alcance o objetivo de que os estudantes aprendam a atuar de forma autônoma no seu crescimento como ser humano. Como diz FUNIBER (2021, p.50) Johnson e Johnson, 1999: “Cooperar significa trabalhar em conjunto para alcançar objetivos compartilhados. Nas situações cooperativas, as pessoas procuram resultados, benéficos para si mesmos e para os outros integrantes de seu grupo”.  Para o “professor B”, recomendaria que no processo de avaliação da aprendizagem se leve em consideração, como ponto de partida, que cada aluno é um ser único, ou seja, cada um tem um ritmo de aprendizagem, sendo assim, é necessário que o docente conheça as dimensões do aluno, tanto cognitiva, afetiva e social, com o objetivo de realizar um ensino individualizado e de qualidade, mas também é indispensável que o próprio docente reconheça a si mesmo para otimizar suas potencialidades e adaptá-las às características do grupo. Além disso, é preciso considerar as relações interpessoais como um componente que está moldando um determinado estilo de abordar o processo educacional, pois muitas vezes o aluno tem um potencial enorme para desenvolver as atividades propostas, mas, no entanto, ainda não foi desenvolvido nele a capacidade de se relacionar com os demais componentes do grupo e também da sala de aula, e com isso o processo de ensino-aprendizagem fica prejudicado. Nesse sentido, o professor tem um papel preponderante para que o aluno entenda que a boa relação entre os pares é um componente indispensável para que se atinja o objetivo proposto. Para o professor “C”, recomendaria que embora o trabalho cooperativo entre alunos se baseie precisamente na delegação da autoridade por parte do professor, é fundamental a participação do docente desde o momento de elaborar a tarefa até sua avaliação. Portanto, é essencial que se ofereça instruções claras para que os alunos entendam e abordem efetivamente a atividade de estudo como uma tarefa coletiva. Outro fator importantíssimo no processo de ensino-aprendizagem, é em relação a formação dos grupos para a realização dos trabalhos propostos. Em certos casos, pode-se recorrer a grupos homogêneos para se ensinar determinados temas, mas em geral, é conveniente recorrer a grupos heterogêneos, nos quais seus integrantes têm distintas aptidões, experiências ou interesses. Como diz FUNIBER (2021, p.66) Pujolàs: “Se o que se pretende é conseguir suficiente heterogeneidade, recomenda-se misturar os estudantes, tendo em conta variáveis como o nível de suas competências acadêmicas, a diversidade étnica, cultural e de gênero”. O professor neste momento deve conhecer as competências associadas ao papel de mediador no processo da aprendizagem para estas áreas do saber. Esta é uma das condições, mas não suficiente. É necessário que o professor conheça as tecnologias disponíveis para usar como apoio pedagógico e também, é necessário que o professor conheça as melhores técnicas de intervenção ou estratégias pedagógicas, criando uma melhor condição para que o aluno aprenda. A aprendizagem de um aluno refere-se à aquisição cognitiva, física e emocional, sendo processadas de diversas maneiras, passando pelas suas competências pessoais separando as informações em um local de aprendizagem. Este modo de coletar e selecionar informações para poder separá-las necessita de significados, valores, habilidades e estratégias para solucionar os conflitos apresentados, criar novas visões e apresentar uma solução. O refletir a ação da avaliação é utilizado como um tripé para análise e/ou referência para se verificar a aprendizagem dos alunos. Os docentes sempre se preocupam com estas avaliações efetivamente quando certo tipo de procedimento de aprendizagem lhe é apresentado. A avaliação não deve ser o estímulo do esforço do aluno para alcançar seus resultados, a avaliação é somente uma consequência do processo e deve ocorrer em vários momentos do aprendizado. Estabelecer uma relação interpessoal, significa não somente sistematizar o conteúdo, mas ir além da linguagem politicamente correta. Nesse sentido o aprendizado tende a se construir de forma prazerosa e contínua, sem ser uma coisa maçante ou automática, é justo que ambos professores e alunos sejam entre si, objetos de investigação e à medida que forem tomando consciência do quanto se constroem juntos, em todas as etapas desse aprendizado, ambos são fatalmente importantes, para que o fluxo desse conhecimento possa de fato fazer algum significado. Para Vasco (2003): Em síntese a escola terá cumprido sua função social se ajudar a formar gerentes de informações e não meros acumuladores de dados.




Givanildo Pereira Moura

Natural de São Paulo - SP - Formado em Matemática pela UNICID e em Pedagogia pela FAMOSP,  Mestre em Educação com especialização em Gestão Escolar pela FUNIBER

 

Janaina Guilherme da Silva

Natural de Joinville – SC – Formada em Pedagogia pela ACE, Pós graduada em Educação infantil e Séries iniciais pela UNIVILLE e Mestranda em Educação com especialização em Gestão Escolar pela FUNIBER

 

José Henrique Soares Ferreira

Natural de Barbacena – MG – Formado em Matemática pela UNIPAC, Pós graduado em Matemática e estatística pela UFL e Pós graduado em Física pela UFV e Mestre em Educação com especialização em Gestão Escolar pela FUNIBER

29 de dezembro de 2023

TEORIAS E PRÁTICAS UM NOVO OLHAR PARA A EDUCAÇÃO


Os objetivos da ação formativa

A proposta ressaltada no trabalho é pertinente ao contexto da formação de professores com o formato de oficinas onde a necessidade da reestruturação que ainda privilegiam visões tradicionais na formação acadêmica possa ser percebida que estão ultrapassadas. Ao longo das últimas décadas a qualificação na formação de professores universitários têm assumido novas práticas e estratégias de ensino voltado a professores críticos e reflexivos a suas práticas educacionais. Com a nova Lei de Diretrizes e Base da Educação (9394/96) e a necessidade de repensar seus modelos de formação de professores e “assumir o desafio e o compromisso de formar de maneira diferenciada, profissionais da educação capazes de atuar como agentes de mudança da educação básica no Brasil”. (Pereira-Diniz; Amaral, Fernanda. 2010 p. 536). A complexidade da situação demanda repensar a formação docente em sua multidimensionalidade. Para isso, as mudanças não podiam ser superficiais e sim, um conjunto de intervenções que vem sendo desenvolvido nos cursos de Licenciatura

Na sociedade contemporânea os questionamentos quanto a fragmentação formativa, o método ultrapassado, a falta de inserção do uso da tecnologia atentam para o quanto é necessário um redirecionamento para a formação de professores universitários críticos e reflexivos para o processo de aprendizagem. Desse modo as mudanças na formação do docente têm o compromisso de adequar-se aos novos tempos. Sobretudo, assumir novas práticas e estratégias de ensino que ultrapasse conceitos estruturais e desenvolva as potencialidades e práticas docentes.

No atual contexto de mudanças/reformulações apresentamos uma breve reflexão sobre a contextualização na formação superior e as possibilidades formativas metodológicas das oficinas pedagógicas em âmbito teórico escolhido como recorte a serem compartilhados. As informações estão à posição de todos, porém se queremos uma educação com qualidade e competência no ensino básico é preciso formar futuros professores com melhores condições e com estruturas dinâmicas que potencializam o melhor de seus futuros educandos. Consideramos a oficina um espaço amplo de reflexão, entendimento da realidade educacional e pesquisa.

Segundo Cosme (2009) “A prática dos professores tende a ser determinada pelos saberes construídos noutros espaços, os quais deste modo, são importados para o contexto de sala de aula”. Os cursos de licenciaturas devem rever os conceitos ultrapassados e valorizar uma formação flexível e dinâmica, onde ultrapasse conceitos estruturais e desenvolva as potencialidades e práticas docentes.

 

O modelo de formação do professorado

Estar atento aos saberes pedagógicos é um dos mais complexos desafios para melhoria da educação no nosso país, analisando as políticas sociais relacionadas a essa área. Entretanto, se faz necessário que se realize esse processo, para que possamos almejar no futuro uma sociedade crítica, capaz de enxergar as desigualdades sociais que se vive, e que ao mesmo tempo seja competente para tomar as decisões corretas, no sentido de diminuir essa diferença, e com isso crescermos como nação. Esse desafio é imenso, pois envolve uma série de fatores que devem ser considerados: o conhecimento já existente, o trabalho coletivo e a sociedade atual em que vivemos com o advento das novas tecnologias. Citando Castells (1999):

 

É preciso praticar a personalização dos caminhos para o melhor aprendizado de cada um. Conhecer o ritmo, a velocidade e o estilo pessoal de aprendizagem, para que cada indivíduo tenha o interesse e a capacidade para lidar com as informações e inovações que chegam o tempo todo.

 

Esse processo de formação continuada através de oficinas, visa atingir as necessidades e anseios da sociedade atual, reconhecendo seus valores, suas teorias e suas reflexões quanto ao seu conhecimento, e assim desenvolver a sua práxis. Lidar com as novas linguagens e compreender as novas formas pedagógicas, é um desafio colocado para os educadores que entendem ser hoje, a tecnologia uma realidade que impregna a vida de todos, envolvendo novas concepções de ensino e aprendizagem e compartilhando experiências.

Consideramos, nesse sentido, assim como Scheibe (2007, p. 209), que: formação inicial quanto aos programas de formação continuada usar articuladamente tecnologias educacionais, não como substitutivos da modalidade presencial, mas como cooperativos, garantindo nesse processo a possibilidade criativa dos professores formadores com os conteúdos e materiais didáticos.

Através das oficinas o desenvolvimento da criatividade nos permitirá a melhoria da qualidade de ensino. Consiste em estabelecer propostas que contribuam para que o conhecimento seja socializado, da melhor forma possível, num processo de humanização. Precisamos, portanto, buscar uma formação continuada sólida, sistematizada e legalmente amparada para que possamos enfrentar velhos e novos paradigmas de que nossa intervenção na vida dos alunos será significativa à medida que os conduzirmos a um processo de emancipação e autonomia, dotando-os de todo conhecimento possível para que esse processo realmente se efetive.

 

Os tipos de modalidades formativas

Dentre as modalidades formativas que são as mais variadas possíveis, precisamos pensar em garantir que sejam de fato eficientes e que abranjam e favoreçam de forma plural, pensando que nem todos os indivíduos participantes possuem o mesmo conhecimento e a mesma habilidade para romper com a concepção de formação teórica. Ao pensarmos, as oficinas pedagógicas enquanto estratégia de aprendizagem para o professor em formação no qual amplia conhecimentos e leva a reflexão em sua concepção histórico crítica e social, entendemos que elas possibilitam a construção de conhecimento. Anastasiou; Alves 2015, p.96) entende:

 

A oficina se caracteriza como uma estratégia do fazer pedagógico onde o espaço de construção e reconstrução do conhecimento são as principais ênfases. É lugar de pensar, descobrir, reinventar, criar e recriar, favorecido pela forma horizontal na qual a relação humana se dá. Pode-se lançar mão de músicas, textos, observações diretas, vídeos, pesquisas de campo, experiências práticas, enfim vivenciar ideias, sentimentos, experiências, num movimento de reconstrução individual e coletiva.

 

Se tratando de oficina na área de formação continuada, as propostas devem ser enfatizadas no papel do professor como profissional e na prática pedagógica. Saber o que queremos, que tipo de aluno, que sociedade, que tipo de formação orientará nossas ações? É inegável que numa oficina ocorrem apropriação, construção e produção de conhecimentos teóricos e práticos, de forma ativa e reflexiva. Fatores estes, primordiais para a interação humana.

 

Os conteúdos da formação

Tendo em vista as possibilidades formativas das oficinas pedagógicas ressaltando a contribuição como uma forma essencial de aprimorar o conhecimento em relação à prática e o cotidiano escolar, envolvendo o sujeito e o contexto social, em diversos espaços educativos. Esta concepção teórica metodológica está presente no processo formativo de ensino e aprendizagem em diversas áreas do conhecimento convergindo para facilitar a construção do saber.

Segundo Freire (1983) a educação está separada da teoria: “Nossa educação não é teórica porque lhe falta esse gosto da comprovação, da invenção, da pesquisa. Ela é verbosa; Palavresca. É “sonora”. É “assistencializadora”. Não comunica. Faz comunicados, coisas diferentes.

Existe uma barreira entre a teoria e a prática nos processos formativos fundamentados em referenciais teóricos normativos, onde o professor e sua interpretação são relevantes para a execução de bons resultados. Portanto, o conhecimento docente deve ser moldado, construído e reconstruído, não por meio de conhecimentos, ideias, explicações ou teorias antigas e sim, o professor deve substituí-las por novas teorias, refinando ou criando novos modelos. Mediante as considerações a oficina pedagógica na prática educativa, consideramos a articulação de diferentes propostas metodológicas ao longo do desenvolvimento, que tem a função de ajudar a promover o aprendizado, através do envolvimento do professorado e sua própria formação. Os conteúdos a serem desenvolvidos nestas oficinas seriam: práticas e estratégias em sala, didática no ensino superior, reflexões sobre suas práticas pedagógicas e a complexidade entre a teoria e a prática.  A ação formativa constrói conexões que possibilitam em seu processo educativo o aprimoramento na resolução dos problemas como um caminho a enfrentar desafios intelectuais para melhorar o entendimento e o desenvolvimento. Faz-se necessário esse processo de constante prática, formação reflexão e teoria para que se construa um confronto de ideias, e trocas de experiências para que haja mudanças na ação docente.

 

A duração da ação da formativa

Os momentos de interação, pesquisa e aprendizagem fazem parte dessa oficina onde o professorado coloca seus anseios e faz as trocas de conhecimentos. A possibilidade de reflexões posteriores às oficinas pedagógicas, é enriquecedor e oportuniza momentos levantando discussões sobre diferentes aspectos observados no campo de atuação, nos fortalecendo quanto profissionais/formadores e embasando futuros professores que buscam constituir a partir desse conhecimento, aprendizados significativos quanto ao teórico e a prática. Essa oficina supera a dicotomia, portanto, há necessidade de desenvolver a oficina com o formato em quatro encontros, direcionando cada encontro um tema com duração de um dia com quatro horas semanais, com opções de interações e trocas de vivências, durante a formação, onde se faz necessário para o aprimoramento da prática pedagógica.



José Henrique Soares Ferreira 

Natural de Barbacena - MG - Formado em Matemática pela UNIPAC, Pós graduado em Matemática e estatística pela UFL e Pós graduado em Física pela UFV e Mestre em Educação com especialização em Gestão Escolar


Givanildo Pereira Moura

Natural de São Paulo - SP - Formado em Matemática pela UNICID e em Pedagogia pela FAMOSP, Mestre em Educação com especialização em Gestão Escolar pela FUNIBER


Janaina Guilherme da Silva

Natural de Joinville – SC – formada em Pedagogia pela ACE, pós graduada em Educação infantil e Séries iniciais pela UNIVILLE e Mestra em Educação com especialização em Gestão Escolar pela FUNIBER

 



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