Se você olhar pela janela agora, vai perceber que o espetáculo já começou. Hoje, 31 de maio, o céu está entregando o ápice da Lua Azul de 2026. Embora o nome sugira uma mudança de cor que não acontece de verdade — já que a Lua mantém seu brilho prateado —, o evento ganha esse título por ser a segunda lua cheia a ocorrer dentro de um único mês. É uma coincidência de calendário tão incomum que deu origem à famosa expressão "once in a blue moon", usada para descrever coisas raríssimas.
O momento ideal para a observação é exatamente agora, no começo da noite, entre as 18h30 e as 21h00. Como a Lua nasceu por volta das 18h, este início de noite é o ápice da contemplação: ela ainda está baixa no horizonte, o que causa uma belíssima ilusão de ótica que a faz parecer muito maior. Para registrar esse alinhamento sem perder nenhum detalhe, utilizei o aplicativo Stellarium direto da área da minha casa, mapeando exatamente o que está acontecendo no firmamento neste minuto.
Como você pode ver nas imagens que fiz, o tour astronômico começa com a Lua surgindo imponente no céu e, logo em seguida, revelando sua posição exata na constelação de Escorpião. Mas o show de hoje vai muito além do nosso satélite natural. O alinhamento cósmico trouxe vizinhos ilustres para a noite: consegui capturar o brilho marcante de Vênus e a presença discreta de Mercúrio logo acima do horizonte. Para fechar com chave de ouro, um zoom no aplicativo revelou o gigante Júpiter acompanhado de suas luas.
Seja através das lentes da tecnologia ou simplesmente erguendo os olhos para o alto, a noite de hoje é um convite irrecusável para desacelerarmos a rotina e contemplarmos a grandiosidade de um universo que nos conecta a todos sob o mesmo céu.
1ª e 2ª foto: O momento exato em que a Lua Azul começa a surgir no horizonte, iniciando a noite.
3ª foto: Um olhar mais atento mostrando a Lua em uma vizinhança ilustre, posicionada na belíssima constelação de Escorpião.
4ª foto: O brilho marcante de Vênus, a nossa "estrela d'alva".
5ª foto: O tímido e esquivo Mercúrio, que sempre aparece pertinho do horizonte logo após o pôr do sol.
6ª foto: Para fechar com chave de ouro, um super zoom no gigante Júpiter, revelando a dança das suas luas galileanas.